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JFSP PROMOVE 1º WORKSHOP SOBRE INTERPRETAÇÃO FORENSE NO BRASIL

São Paulo, 4 de julho de 2017

Foi promovido nos dias 27, 28 e 29 de junho o workshop “Interpretação Forense no Brasil”. O evento aconteceu no auditório do Juizado Especial Federal em São Paulo e foi o primeiro realizado no país que tratou sobre o tema.

Dividido em três módulos, cada dia foi direcionado a um tipo de público, sendo o primeiro destinado a intérpretes atuantes na Justiça Federal, o segundo a aspirantes a intérpretes forense e o terceiro destinado à capacitação de servidores públicos para a seleção desses profissionais.

Durante os encontros foram abordados o código de ética e a padronização da conduta do intérprete forense, as diferentes modalidades de interpretação utilizadas em juízo, a importância dos critérios para a seleção dos profissionais, entre outros.

Na opinião do juiz federal Paulo Almeida, da 1ª Vara Federal de Coxim/MS, o trabalho dos profissionais de interpretação jurídica é essencial devido à quantidade de réus estrangeiros, principalmente em subseções localizadas em áreas de fronteira. “Os réus só participam do devido processo legal, sendo capazes de se defenderem, por meio do intérprete forense”, afirmou o magistrado.

A palestrante Jaqueline Neves Nordin destacou a ausência de cursos para uma atuação tão específica. “Interpretação forense é totalmente diferente da interpretação de conferência. Ela tem suas especificidades, e infelizmente nós não temos no Brasil treinamento para ensinar o profissional a trabalhar em audiências internacionais”, declarou.

Na avaliação de Gladys Matthews, professora de interpretação forense no curso de mestrado da Glendon College-York University, a realização do evento é muito importante dado o perfil da atividade exercida pelo profissional. “É uma área que exige conhecimento especializado, terminologias, conhecimentos de aspectos processuais, sendo tudo isso necessário para a garantia do exercício da Justiça”.

A juíza Bárbara de Lima Iseppi, da 4ª Vara Federal Criminal de São Paulo, destacou que o trabalho do intérprete vai além do acompanhamento do réu nas audiências. “O trabalho deles é necessário também para a tradução de documentos processuais, no auxílio a demandas de cooperação jurídica internacional e em vários momentos do processo”.

“Desde o atendimento ao balcão até a realização de audiência com réu estrangeiro, é sensível no dia a dia a falta de um profissional habilitado para dar esse tipo de apoio”, completou Sandro Costa de Melo, servidor da 10ª Vara Federal Criminal de São Paulo. (KS)

Fotos: Kátia Serafim

 

Juiz Federal Paulo Almeida fez a simulação do início de uma audiência criminal com réu estrangeiro

 

 Jaqueline Neves Nordin destacou as especificidades da atuação do intérprete forense

 “Sem o conhecimento especializado não há como auxiliar no trabalho da Justiça", disse Gladys Matthews

Público participante do 1º dia do evento

 
 
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